Aos EducadoresA criança, à medida que se desenvolve, aprende passo a passo a compreender melhor como funciona o mundo à sua volta, a decifrar e interpretar o sentido das coisas que a cercam, sob diversas perspectivas. Ela é uma grande fabuladora de mitos e isso esclarece por que sua mente, capaz de relacionar facilmente a ficção com a realidade, combina tão bem com a literatura. E, para que a literatura seja capaz de seduzir as crianças, ela precisa ser uma atividade divertida, de forma que os pequenos se encantem com a leitura. É, portanto, essencial brincar com o livro. A curiosidade nata das crianças nesse estágio de suas vidas é um combustível natural para mobilizar e consolidar a leitura. É fácil tornar uma criança leitora: elas gostam de criar histórias, viver personagens, imaginar paisagens, apreciar ilustrações, têm sede de conhecimentos, de fantasias, de descobertas, estão em fase de formação e de adquirir os gostos e hábitos que as acompanharão por toda a vida. Desta forma, uma dica é misturar a leitura com brincadeira e usar a imaginação, seja na forma de poemas, representações da história lida, rimas, piadinhas, incentivando a criança a criar seu próprio livro ou ilustrar uma história. |
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Neste contexto, a apresentação de livros nos quais a criança é a protagonista da história, na forma de textos personalizados com seu próprio nome e cenários com suas fotografias, transforma-se em um recurso valioso para tornar a atividade ainda mais enriquecedora e aproximar os pequenos do universo da leitura. O processo de desenvolvimento da leitura ocorre na medida em que a criança interage com o mundo das palavras, porque brincar com as palavras pode ser uma atividade prazerosa e divertida, como brincar de bola, carrinho, boneca ou faz de conta. Pode-se perceber que, depois dessa atividade, as crianças tornam-se mais sensíveis em relação ao cotidiano, expressam-se melhor e percebem mais cores, formas e detalhes. |
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É gratificante acompanhar o envolvimento dos pequenos no processo e, dada a riqueza das experiências geradas, eles passam a apreciar a história e vivenciar por meio dela o sonho, a fantasia e o prazer, abrindo-se as portas do conhecimento. Assim, destacamos aqui a importância de a escola investir em atividades que oportunizem o envolvimento das crianças com os livros, em uma perspectiva de prazer, porque a escola é a porta do conhecimento que fornece as condições básicas para o aprendizado permanente, e é preciso aproveitar as coisas boas que ela proporciona. É na sala de aula que educadores e alunos têm a oportunidade de trocar conhecimentos, de construir uma aprendizagem sólida e coletiva. É neste contexto que, todos os dias, o educador enfrenta o desafio de levar para a sala de aula novos temas, despertar o interesse dos alunos e ajudá-los a alcançar os objetivos propostos de enriquecer sua cultura. O educador é o motivador, mediador, aquele que auxilia a fazer da leitura um ato prazeroso, que estimula a criança para a criação de histórias, trabalhando a cooperação e despertando a criatividade, de forma a expandir horizontes, ampliar e modificar ideias. O educador cria condições para a criança ser o sujeito de sua própria aprendizagem, segundo seus próprios interesses, fantasias e necessidades, conforme as dúvidas e exigências que a realidade lhe apresenta. |
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Os educadores são peças fundamentais na transformação da escola; são eles que estão em contato direto com a criança, que planejam, orientam, organizam, avaliam e desenvolvem atividades no dia a dia da sala de aula. O educador, com seus gestos e olhar atento, é capaz de dar afeto e atingir o território da emoção para ensinar a pensar e encantar, motivando o maior número de alunos para fazer parte do mundo fantástico da leitura. Ele surpreende com criatividade, cativa com pequenas coisas, torna-se um exemplo a ser admirado e respeitado e, assim, conquista os alunos, interagindo, aprendendo e vibrando com a realização de cada um, tornando-os pensadores capazes de tomar as decisões corretas para seguir a vida. A relação educador/aluno deve ser cultivada a cada dia, pois um depende do outro, e assim os dois caminham juntos, trocam experiências, crescem e enriquecem o conhecimento juntos. É nessa relação madura que o educador ensina que a aprendizagem não ocorre somente em sala de aula, e sim a todo momento. Daí a importância do esforço feito na família e na escola para incentivar o prazer pela leitura, reconhecendo o caráter lúdico desta atividade, selecionando obras que permitam o diálogo e a interação, capazes de desenvolver a necessidade de aprender, interessar-se pelas coisas que existem e gerar novos conhecimentos. Neste cenário, a escola pode proporcionar à criança o contato com os livros e a sala de aula pode se tornar um espaço privilegiado para o desenvolvimento do gosto pela leitura, fazendo com que os pequenos leitores sejam atraídos pelos livros, capazes de estimular, persuadir, encantar e transmitir informações. |
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Este é um caminho que sugerimos: trazer o livro para o cotidiano, fazer com que ele integre a rotina da criança, tanto na escola como em casa, todos os dias, mesmo que seja por poucos minutos – pois o desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é um processo constante, que principia no lar, aperfeiçoa-se sistematicamente na escola e continua pelo decorrer da vida. São diversas as atividades que os pais, familiares, amigos e educadores podem colocar em prática com a criança para fazer do ato de ler um momento divertido, estimulando no pequeno o prazer de ser um leitor, fazendo com que ele participe do enredo, criando verdadeira empatia com a leitura e demonstrando que ler pode ser interessante, descontraído e prazeroso. Cultivar a literatura na forma de histórias que façam a criança desvendar o imaginário, se divertir e descobrir o mundo que a cerca é um caminho simples, aplicável e de resultado certo. |
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